quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

O Leitor e uma lição de amor




Este ano não quis que os Óscares me passassem ao lado. Durante quase duas semanas, o cinema foi a minha segunda casa e vi a grande maioria dos filmes nomeados aos Óscares (aqueles que me interessavam, é claro).
Se Quem Quer ser Bilionário me surpreendeu pela originalidade do argumento - não tanto pelas interpretações - e O Estranho Caso de Benjamim Button sobretudo pelo trabalho de caracterização, Vicky Cristina Barcelona trouxe de volta um estilo de comédia que não via há anos: inteligente e (quase) sem lugares comuns. Recomendo.

Mas é outro o filme o que destaco: O Leitor (The Reader). À partida tinha os ingredientes certos para me conquistar: um dos meus actores favoritos (Ralph Fiennes), uma das actrizes da moda (Kate Winslet) e uma temática que me habituei a seguir com interesse: a II Guerra Mundial. Gostei do filme, mas não entrou directamente para a categoria dos eleitos. É pesado e dramático q.b., mas não suficientemente surpreendente, Ralph Fiennes entra tarde de mais na acção (que saudades de o ver a tempo inteiro em O Paciente Inglês) e falta qualquer coisa para ser arrebatador.

Mesmo assim, retirei dois ensinamentos do filme: só aquilo que sentimos, o amor, nos pode levar a pôr em causa as nossas convicções, princípios, tudo. E, ainda mais arrepiante: é possível guardar um sentimento a vida toda sem se conseguir seguir em frente. O Leitor valeu por me ter feito pensar. Ainda que pouco.

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