E no departamento de toponimia da CML, reza a história do senhor taxista:
"Augusto Macedo passou cerca de 70 anos ao volante do táxi, tendo da cidade um conhecimento ímpar. O Táxi, entre 1928 e 1996, fez praça em diversos locais da cidade, desde a Praça do Comércio, nos anos 40 e 50, a Avenida Infante Santo, nos anos 60, ao Rossio, nas últimas décadas. Ultimamente era o Rossio o seu lugar de paragem habitual, junto à estátua de D. Pedro IV, que dizia ele, estava a guardar. Com orgulho que lhe era característico, Augusto Macedo referia que percorreu as ruas do seu País e de Lisboa, com o seu táxi, efectuando, desde 1928 cerca 2 milhões de quilómetros, com o mesmo motor. O táxi, embora reduzido a um objecto de colecção, continua a existir, tendo sido adquirido pela Câmara Municipal de Lisboa, servindo actualmente para passeios turísticos".
Conhecida a história, enchi-me de esperança: ainda não tenho 70 anos - por este andar nem lá perto chego - mas também tenho da cidade "um conhecimento ímpar" (o meu), também já fiz "praça" - vulgo apanhar grandes secas - na Praça do Comércio, Infante Santo e Rossio e só no número de quilómetros fico a perder. Mas compenso a falha com outras qualidades, certamente. À atenção da CML, portanto. Porque sonhar não custa...
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