Pensamentos e outros que tais...
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quinta-feira, 22 de novembro de 2007
Um segundo (cont.)
Quando acordou, parecia que o mundo tinha desabado. Ela levantou-se ainda meio grogue da cama e mal conseguia respirar, fruto das emoções de um sonho (ou seria pesadelo?) ainda fresco . A cambalear, dirigiu-se para o pequeno armário ao fundo do quarto e abriu a terceira gaveta. De mãos a tremer, tirou de lá um velho envelope e lembrou-se da promessa que tinha feito a si própria, anos antes, quando tomou a decisão de terminar tudo com a pessoa com quem desejou ser feliz : "Nunca mais magoarei ninguém. Vou ser perfeita". Aberto o envelope, a carta abriu-se perante ela, com as primeiras linhas a lembrarem-lhe o quanto tinha sido inocente. Ao lê-las, sentiu um aperto no peito e a vontade de regressar no tempo. Demasiado tarde. O erro estava feito e a dor voltou como no primeiro dia. Por um segundo. (continua)
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