sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Frase da semana

"Num dia estamos em alta, no outro estamos na merda. E vice-versa"

Autor anónimo

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Um segundo (cont.)

Quando acordou, parecia que o mundo tinha desabado. Ela levantou-se ainda meio grogue da cama e mal conseguia respirar, fruto das emoções de um sonho (ou seria pesadelo?) ainda fresco . A cambalear, dirigiu-se para o pequeno armário ao fundo do quarto e abriu a terceira gaveta. De mãos a tremer, tirou de lá um velho envelope e lembrou-se da promessa que tinha feito a si própria, anos antes, quando tomou a decisão de terminar tudo com a pessoa com quem desejou ser feliz : "Nunca mais magoarei ninguém. Vou ser perfeita". Aberto o envelope, a carta abriu-se perante ela, com as primeiras linhas a lembrarem-lhe o quanto tinha sido inocente. Ao lê-las, sentiu um aperto no peito e a vontade de regressar no tempo. Demasiado tarde. O erro estava feito e a dor voltou como no primeiro dia. Por um segundo. (continua)

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Um segundo

Ela caminhava lentamente pela praia. O pôr-do-sol e a paisagem de fim de tarde sugeriam-lhe o paraíso, uma sensação que, sabia-o, estava condicionada pelo estado de felicidade em que vivia. Tinha acabado de ser promovida no emprego - e que emprego! - sentia-se bem consigo própria, e fora dali a harmonia era completa com a chegada do namorado, que estivera ausente durante seis meses. Num segundo tudo se desmoronou. Um simples toque na pele fê-la acordar do sonho e mergulhar no pesadelo: no trabalho tinham-lhe tirado o tapete, deixando-a entregue a si mesma. E fora dali vivia um romance de anos que sabia não ter futuro, esperando a altura certa para fugir. Seca por dentro, não derramou uma lágrima. E deixou-se ficar, à espera de voltar a adormecer e sentir de novo o perfume do sonho. Por um segundo que fosse. (continua)

sábado, 20 de outubro de 2007

Frase do dia

"Pessoas sábias falam sobre ideias, pessoas comuns falam sobre coisas. As pessoas medíocres falam sobre pessoas"

Autor anónimo

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Tentações...

As minhas tentações, não necessariamente por esta ordem...:

Um doce,
Um beijo,
Um olhar,
Um toque,
Um sorriso,
Tu...

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Assim se faz "jornalismo"

- Boa noite, é da redacção x?
- Sim.
- Era para dar uma notícia.
- Diga.
- Digo? Assim...?
- Como?
- Não quero parecer gananciosa...
- Ah, já percebi. Mas olhe, não temos por hábito pagar informações.
- Então chegamos a um impasse.
- Pois chegamos.
- Olhe que isto vai sair na revista y...
- Acredito... Mas não sei o que lhe diga mais.
- Nem eu. Boa noite.
- Boa noite.

Cinco minutos mais tarde
- Sou eu outra vez.
- Já percebi.
- Já sabia que eu ia voltar a ligar...
- Por acaso não...
- Olhe, vou contar-lhe...
- Diga...
- É sobre a pessoa w, passa-se isto e isto...
- Obrigado pela informação, vamos tentar confirmar isso.
- Olhe que é verdade.
- Acredito, mas não vamos escrever baseados em fontes anónimas.
- Tem razão. Espero que consiga confirmar.
- Obrigado, boa noite.
- Boa noite.

Houve quem recebesse idêntico telefonema - uma publicação dita de referência - e publicasse sem mais fontes. É este o "jornalismo" que temos...

terça-feira, 18 de setembro de 2007

Everything

Para contrabalançar...

You're a falling star,
You're the get away car,
You're the line in the sand when I go too far,
You're the swimming pool, on an August day,
And you're the perfect thing to say.

And you play it coy, but it's kinda cute,
Ah, when you smile at me you know exactly what you do,
Baby don't pretend, that you don't know it's true
Cause you can see it when I look at you.

And in this crazy life, and through these crazy times
It's you, it's you, you make me sing.
You're every line, you're every word, you're everything.

You're a carousel, you're a wishing well,
And you light me up, when you ring my bell,
You're a mystery, you're from outer space,
You're every minute of my everyday,
And I can't believe, uh that I'm your man,
And I get to kiss you baby just because I can,
Whatever comes our way, ah we'll see it through,
And you know that's what our love can do.

And in this crazy life, and through these crazy times,
It's you, it's you, you make me sing,
You're every line, you're every word, you're everything.

So, la, la, la, la, la, la, la
So, la, la, la, la, la, la, la
And in this crazy life, and through these crazy times,
It's you, it's you, you make me sing,
You're every line, you're every word, you're everything,
You're every song, and I sing along.
Cause you're my everything.Yeah, yeah,
So, la, la, la, la, la, la, la
So, la, la, la, la, la, la, la

Michael Bublé

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

The pieces don't fit anymore

A letra do momento (com música é ainda melhor):

I've been twisting and turning,
In a space that's too small.
I've been drawing the line and watching it fall,
You've been closing me in, closing the space in my heart.
Watching us fading and watching it all fall apart.

Well I can't explain why it's not enough, Cause I gave it all to you.
And if you leave me now, oh just leave me now.
It's the better thing to do,
It's time to surrender,
It's been to long pretending.
There's no use in trying,
When the pieces don't fit anymore, Pieces don't fit here anymore.

You pulled me under,
If I had to give in.
Such a beautiful myth,
That's breaking my skin.
Well I'll hide all the bruises,
I'll hide all the damage that's done.
But I show how I'm feeling until all the feeling has gone.

Well I can't explain why it's not enough,
Cause I gave it all to you.
And if you leave me now, oh just leave me now.
It's the better thing to do,
It's time to surrender,It's been to long pretending.
There's no use in trying,
When the pieces don't fit anymore, Pieces don't fit here anymore.

Oh. don't missunderstand,
How I feel,
Cause I've tried, yes I've tried.
But still I don't know why, no I don't know why.
I don't know why... why

Well I can't explain, why it's not enough,
Cause I gave it all to you.
And if you leave me now, oh just leave me now.
It's the better thing to do,
It's time to surrender,
It's been to long pretending.
There's no use in trying,
When the pieces don't fit anymore, Pieces don't fit here anymore.

James Morrison

domingo, 16 de setembro de 2007

Dia D

A vida é feita de decisões. Das mais pequenas, como escolher a marca da pasta de dentes, às mais difíceis, como mudar de emprego, de casa ou de país. Medimos os medos, pensamos dias e dias a fio e... decidimos. Pedimos opiniões, ouvimos quem nos quer bem e... decidimos. Somos nós, em última instância, que assumimos a responsabilidade de partir para outra, seja a nível pessoal a profissional. E por mais tempo que se demore, a decisão acaba sempre por chegar. Boa ou má, uma vez tomada, a decisão está lá. O segredo, para não nos martirizarmos com a hipótese de erro, é nunca olhar para trás. No regrets

Hipocrisia

Faz cada vez mais parte do dia-a-dia. Pela frente sorriem-nos, pelas costas dizem cobras e lagartos de nós. Já todos sentimos a hipocrisa dos outros na pele, fora as vezes em que nem chegamos a saber. Acontece em todo o lado: na escola, na faculdade, no trabalho. Quem o faz é dominado quase sempre por razões mesquinhas, a inveja é a principal das razões. Quando alguém tem sucesso em alguma coisa, toma, já sabemos que há alguém que não perdoa. Para mim, que age assim fá-lo por uma das seguintes razões:

1 - Não tem vida e por isso preocupa-se mais com quem a tem
2 - Falta-lhe educação, formação, e custa-lhe ver quem tem valor ter sucesso

Quem se rege pela hipocrisia nunca será ninguém a sério. Perdão, pode chegar a ser se tiver as costas quentes. Mas a sorte não dura sempre.

domingo, 9 de setembro de 2007

Cinco minutos bastam...

De quanto tempo precisamos para conhecer uma pessoa? Um mês, um ano, uma vida? Cinco minutos, digo eu. Ok, não ficamos a saber tudo (nem lá perto ficamos) e dificilmente lhe conheceremos o lado negro logo à partida (se acorda mal disposta de manhã, se passa a vida a discutir, se é ciumenta, picuinhas, etc), mas é o que basta para percebermos se está na nossa "onda". Senão vejamos:

1 - A maneira de vestir conta: desportiva, radical, clássica, é o suficiente para nos aproximar ou afastar à primeira impressão
2 - A conversa. Dois dedos de conversa dão para perceber se os interesses são semelhantes e até a forma de falar conta.
3 -Empatia. Ou há ou não há. Ponto final

Agora digam lá, não bastam cinco minutos?

domingo, 2 de setembro de 2007

Diana(s)

Partiu há 10 anos e deixou saudades. Ela, como muitas (e muitos) tinha tudo para ser feliz: era bonita, inteligente (dizem...), rica, idolatrada pelo mundo inteiro e, apesar do casamento infeliz, tinha dois filhos maravilhosos e preparava-se para refazer a vida amorosa. De um momento para o outro tudo se desmoronou. Diana nem deve ter dado por nada.

Moral da História: Tal como Diana, muitos de nós também não nos apercebemos de como é importante vivermos os momentos (os bons, então, porque são mais raros, são para viver com o dobro da intensidade) e lembrarmo-nos sempre que amanhã podemos já não cá estar. Fazer planos? Só para o próximo segundo. É um conselho, caros amigos...

Ela

She
May be the face I can't forget
The trace of pleasure or regret
May be my treasure or the price I have to pay

She
May be the song that summer sings
May be the chill that autumn brings
May be a hundred different things Within the measure of a day

She
May be the beauty or the beast
May be the famine or the feast
May turn each day into a heaven or a hell

She
May be the mirror of my dreams
The smile reflected in a stream

She
May not be what she may seem
Inside her shell

She
Who always seems so happy in a crowd
Whose eyes can be so private and so proud
No one's allowed to see them when they cry

She
May be the love that cannot hope to last
May come to me from shadows of the past
That I'll remember till the day I die

She
May be the reason I survive
The why and wherefore I'm alive
The one I'll care for through the rough in ready years
Me I'll take her laughter and her tears
And make them all my souvenirs
For where she goes I've got to be
The meaning of my life is she, she, oh she

quarta-feira, 22 de agosto de 2007

Engates de Supermercado em três lições

O título não engana. É isso mesmo. Não é prática da qual me possa gabar (se é que haveria motivos para gabar-me disso) mas já vi que resulta. Na semana passada assisti in loco a um verdadeiro engate de supermercado (de hipermercado, melhor dizendo), experiência que não resisto a partilhar. Foi levado a cabo por um dos exemplos de macho latino do século XIX: estatura média, ar de engatatão, à volta dos 30 anos, pólo preto e calças de ganga "desportivas". Tinha estilo, o rapaz. A receita, a avaliar pelo que vi, é simples e conta-se em três simples passos:

1 - procura-se a vítima (de preferência na zona da fruta, tem tudo a ver)
2 - pergunta-se pelos kiwis, papaias ou mangas (frutos exóticos de preferência)
3 - gaba-se a capacidade para escolher fruta e... pronto, no minuto seguinte está-se a ajudar a escolher melões.

Nada mais simples. O resto é conversa de engate, rumo ao objectivo final. Não sei se resultou em pleno, no caso, mas em 5 minutos o D. Juan do Continente passou de mero desconhecido em perito em melões. Salvo seja. E daí a conversa fluiu, cheia de sorrisos, concerteza rumo ao café mais perto e, quem sabe, com direito a sobremesa... Elementar, meus caros...

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

Uff! Fernando Santos já era!

Fernando Santos já não é treinador do Benfica. Que pena. Pena não ter saído mais cedo...

domingo, 19 de agosto de 2007

O porquê deste blogue

Não sei, não sei mesmo porque razão o criei. Se foi por estar na moda, por necessidade de exteriorizar pensamentos ou simplesmente para "aparecer". Não importa. O que importa é que ele EXISTE, para o bem e para o mal. Quanto ao nome, soa-me bem, embora reconheça que pode parece um pouco pretensioso. Eu gosto, é o que interessa. Espero que se divirtam a lê-lo tanto quanto eu me divirto a escrever. E toca a escrever comentários, não há nada como a interactividade nos tempos que correm...

É duro estar de férias!

Anda a arejar a pevide bem longe daqui, mas antes passou discreto cá pelo burgo. Numa destas terças-feiras chegou bronzeadíssimo (será amigo do outro??) à Gulbenkian com a mulher para assistir a um concerto. E ali se cruzou com vários ilustres da política (curiosamente do "outro" partido", televisão e até com ligações à igreja. No final, discretíssimo, saiu pelo elevador privado e… mais ninguém o viu. Até à semana passada, dizem…

Ai senhor, tanto espalhafato porquê

Parece que o nosso amigo, que eu trato “carinhosamente” por ‘ai senhor, ai senhor’ (há quem saiba de quem é que eu estou a falar…), chegou a Lisboa bronzeadíssimo ao lado da sua mais-que-tudo e de uma mão cheia de "porteiros de discoteca". Quem o esperava com intenções pouco católicas teve azar e acabou o dia a mostrar o BI à polícia, não fosse alguém ligado à Al Qaeda… Será que era preciso tanto espalhafato, ai senhor? Quem não quer ser incomodado (e tendo dinheiro, o que é o caso) pode sempre alugar um jacto ou um boeing (o Bush tem o Air Force One, certo?) e ir arejar sem stress para qualquer parte do mundo. Tanto secretismo para nada, só faltou mesmo a fotografia da praxe para ilustrar que o amor anda mesmo no ar...

Espártaco - Guerreiro dos nossos dias

O nome diz pouco à maior parte, mas bem podia ser um de nós. Espártaco, em latim Spartacus (120 AC - 70 AC) foi o gladiador que liderou a mais célebre revolta de escravos de Roma. Nasceu livre (como todos nós), mas foi reduzido à escravatura por ter desertado do exército onde servia.
Diz a lenda que era robusto e de bom coração, prudente, calmo e humanitário, qualidades pouco comuns aos indivíduos de sua terra, a Trácia. Foi morto depois de ter escapado com vida a várias investidas para o capturarem, e perdeu a vida em circunstâncias heróicas: foi abandonado pela sua "tropa" de escravos mas permaneceu firme no seu posto, completamente cercado, lutou valentemente e acabou retalhado.

Moral da história: todos nós somos "escravos" de alguma coisa, do trabalho, da sociedade, no fundo dos códigos sob os quais temos que reger a nossa conduta para que não nos julguem extraterrestres... Espártaco era escravo, mas contra tudo e contra todos soltou-se. Morreu, é certo, mas pelo menos seguiu os seus instintos e valores mais profundos. Se todos nós fizéssemos o mesmo...